Um testemunho para compreender a atualidade

luiz carvalho

A seleção de fotografias aqui disponíveis fazem parte de um grupo de imagens já com algum tempo e que me têm acompanhado ao longo dos anos.

Não gosto nada da ideia do fotógrafo habilidoso que com o narcisismo inerente mostra fotografias para engraxar o ego.

Não estou preocupado em fazer fotografias artísticas, pois é uma atitude que desprezo.

Faço fotografia porque gosto da vida e mal daquele que quer ser fotógrafo e nunca passou por situações diferentes em mundos diferentes.

Vejo a fotografia como uma forma de testemunhar, para no futuro melhor entendermos o mundo de hoje. Nesse sentido olho mais para o futuro do que pelo retrovisor.

Vejo no acto de fotografar, um acto de fé e de responsabilidade social.

Com as minhas fotografias tenho percebido melhor as pessoas e os tempos.

Não ligo a equipamento fotográfico desde que seja do melhor e que eu possa utilizar focais entre a 28mm e a 100 mm, embora use outras focais.

Também uso muito o iPhone que me devolveu a disponibilidade permanente de poder sacar de uma câmara.

Fotografando e andando. Como eu gosto.

Luiz Carvalho

Luiz Carvalho nasceu em Lisboa a 13 de Setembro de 1954. Estudou no Liceu PadreAntónio Vieira, cursou Arquitectura, que concluíu em 1979, chegando a exercer durante 10 anos e fixou-se na fotografia.

Publicou as suas primeiras fotografias em 1972 no semanário “Observador”. Fotojornalista desde o final dos anos 70, fotografou para “O Primeiro de Janeiro”, “Tal &Qual” e “Grande Reportagem”, e durante cerca de duas décadas trabalhou no “Expresso”,onde também foi editor multimédia e editor de fotografia. Tem trabalhos seus na Biblioteca Nacional de Paris e foi convidado a expôr no “Mois deLa Photo” de Paris, em 1982. Integrou a exposição “Fotografia Europeia Contemporânea”,organizada pela Galeria Canon, de Amesterdão – a exposição circulou por várias cidadesnorte-americanas em 1983.

Em 1985 editou na “Perspectivas & Realidades” o livro “Portugueses”.

Em 2001 expôs e publicou Lisboa & Lisboetas” no Arquivo Fotográfico Municipale Imagens da Vida Real” no Centro Cultural de Cascais.

Foi premiado em 1991 com o Prémio Gazeta de Jornalismo e em 2005 com um prémio Visão.

Está representado com fotografias no Centro Português de Fotografia e na Fundação Saragga Leal.

Foi correspondente da agência SIPA PRESS em Lisboa nos anos oitenta e colaborou como stringer na Associated Press.

Desde 2009 , iniciou uma actividade centrada na sua empresa Lightshot, continuando a fazer trabalhos de fotojornalismo, mas leccionando também nos cursos que promove regularmente; paralelamente produz e realiza programas de televisão, com destaque para o “TVI24- Fotografia Total”, e para o FOTOBOX em exibição semanal na RTP3

 

 

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